da arte de adaptar

Julho 30, 2008

Fim de mês, geladeira e despensa esvaziando. Sempre sobra aquela lata de sardinha, não é mesmo? Como eu me nego a simplesmente botar a sardinha no pão e comer, fui procurar uma receita na internet de torta de sardinha. Na verdade eu queria só a proporção correta (ou mais gostosa) de ingredientes da massa. O resto a gente inventa.

Receita na cabeça, vamos executá-la.

Massa:
4 ovos
2 xícaras de leite
1 xícara de óleo
2 xícaras de farinha de trigo
1 colher de sopa de fermento em pó
sal a gosto
Bater tudo no liquidificador.

Ops, não tem leite; mas tinha leite em pó. Preparei os dois copos e solucionei. Ops, não tem óleo. Contornei colocando 1/2 de margarina derretida, 1/2 de azeite.

Recheio:4 tomates picados
salsa a gosto
sal a gosto
1 cebola média picada
pimenta do reino
1 colher de sopa de vinagre
2 latas de sardinha
azeitonas

Como achei a proporção de tomate para cebola ruim, inverti. Também não tinha salsa, então usei um pouco de manjericão e em vez das azeitonas coloquei uma cenoura ralada fininha. Está no forno. Vamos ver se fica bom :D

Como Cecília (uma amiga que não sabia comofas brigadeiro) pode vir aqui, ou se você for como ela, lembro que fermento químico borbulha, então bote ele sobre a farinha. É preciso também untar a forma com margarina e óleo e ligar o forno no médio uns 10min antes para pré-aquecer.

Tempo de preparo estimado: 30min, ou até a faca sair sequinha. Ah, pra ficar bonitinho, coloquei um pouco de pimenta calabresa por cima.

Update: ficou excelente, aprovado por Kate. Sei que ela não está muito simpática na foto, mas é o jeito dela mesmo…


Eu já sabia!

Fevereiro 27, 2008

Nem vou me dar ao trabalho de comentar os comentários de José O Entendedor de Cinema Wilker. Desmerecer os efeitos especiais alegando que é falta de criatividade e Ultimato Bourne pelos prêmios de Edição e Edição de som só porque é um filme de ação e barulhento é ser muito óbvio. Já falei demais sobre isso, então vamos ao que interessa: Javier Bardem.

Quando eu vi o ator entrando no acompanhando da mãe no tapete vermelho pensei: aí tem coisa… Uma sensação de déjà vu. Ele ganhou o prêmio de melhor ator coadjuvante e agradeceu assim:

E depois foi comemorar assim:

Pois é gente, não tem erro: foi com a mamãe ao tapete vermelho, é batata! É por isso que ele não pode ouvir o nome da Penélope Cruz.

é purisso q eu cramo é purisso q eu grito é purisso q eu digo, parafraseando Dona Edith: **8888*88*JAVIER PEGAGERAU*8*8****



Pérolas de Gari

Fevereiro 16, 2008

Estou transmitindo um evento de Streaming de vídeo para a Digizap com o portal nominuto.com . O primeiro convidado foi o Presidente do Senado Gari Gari Gari Garibaldi que eu quero sim sinhô. Achei que o iPod ia ser o meu companheiro para 2h de tédio, mas não. Olhem só as lorotas/causos que Garibaldi falou:

* A ministra Dilma é uma mulher seca! Péra, deixe eu explicar o “seca” pra não ser mal interpretado.

* Henrique (Eduardo Alves) deu um bambolê à ministra (Dilma), e o mais difícil foi achar o bambolê…

* Cheguei em Felipe Camarão e uns correligionários disseram pra subir um morro porque ela (Vilma) tinha subido. Subi mas não cheguei como cheguei lá em cima, só pra não ficar atrás dela.

* Tem determinadas oras que ele só pensa naquilo… (Sobre José Agripino e o convite para ser vice-presidente, não outra coisa)

* Tenha fé, Petit das Virgens (Sim, o nome do cara era esse mesmo)

* O aeroporto (de São Gonçalo do Amarante) vai sair voando, porque afinal é um aeroporto!

* Você é muito malicioso… (Para um dos jornalistas)

* Não é manha nada… Eu não tenho esses privilégios todos, mas às vezes a gente tem que requisitar… (sobre os cartões corporativos e abuso dos recursos, viagens no avião da FAB)

* Quem é que não quer viajar de graça? (sobre os caroneiros do avião da FAB)

* Conselho se fosse bom, não seria dado de graça (sobre a sugestão de um popular pra ele não arrumar uma Mônica Veloso)

* Olhe, se eu tivesse de me manchar, já estava todo manchado (sobre a ‘maldição’ de denúncias a ex-presidentes do Senado)

* Não me fale de leite, tenho horror a leite… (esse fui eu que inventei hehehe)

Eu sei que quem vai adorar esse post é Ulla, uma grande admiradora de Garibaldi.


gOs: 24h usando essa distribuição

Janeiro 15, 2008

À primeira vista, o site do gOs (que não é o GoogleOs e sim GoodOs) é de encher os olhos e promete mundos e fundos: design Apple-like (o designer trabalhou lá), integração com os aplicativos online e serviços do Google (apesar de não ser o falado Google Os, mas se aproveita dos rumores para os mais desavisados) e é baseado no Ubuntu (a distribuição mais amigável existente). Pois bem; baixei o dito para instalar, uma vez que o meu computador atualmente é um campo (minado) de provas e testes. Seguem as minhas impressões:

  • Instalação: ISO gravada, e logo de cara o boot não entra de jeito nenhum pelo CD. No computador de uma amiga minha onde passei antes o live cd executou normalmente. Sorte a minha que eu visitei o fórum enquanto baixava e já sabia como solucionar: basta dar o boot por qualquer cd do ubuntu e no menu, trocar para o cd do gOs. Menos 1 ponto.
  • Interface: Usa o Enlightenment (quase que não saía!) e é um samba do criolo doido: tem partes do gnome e dock do mac Os X. Achei muito confusa e difícil de gerenciar e personalizar. O dock é bem parecido com o do Mac mas não dá pra arrastar os ícones e nem mostra quais janelas estão abertas (só quando minimiza). Não consegui acessar minha partição de dados pelo ponto que ele monta (e cria uns nomes estranhos).Mais 1 ponto pelo dock e menos 1 pela confusão, resultando em 0.
  • Atualizações: Por ser baseado no ubuntu esperava que fosse tão fácil de atualizar quanto, mas que nada… Tive que instalar o driver da minha placa de vídeo nVidia na mão, assim como tentei colocar o compiz (que não funcionou). E com o driver de vídeo a performance continuou horrível: telas congeladas, transições de janela engasgadas, um desastre. Menos 1 ponto.
  • Aplicações: Os tão falados aplicativos online Google se resumem a um link para o firefox com a url do serviço aberta. E o pior, ao abrir mais de um deles é usada uma nova janela do Firefox, sem abrir em abas. E haja redimensionar janela pra ver tudo (como o Exposé faz falta…). E muita, mas muita propaganda dos “parceiros”: ícone do meebo, favoritos pro site da amazon, box.net, um inferno. Menos 1 ponto.

Resultado: REPROVADO

Estou reinstalando o Ubuntu Gutsy Gibbon enquanto escrevo esse post no Live CD. O gOs precisa comer muito feijão com arroz pra chegar ao pés do que o Ubuntu e o MacOs X são hoje. Parece mais ser uma distribuição feita pra acompanhar pcs do Carrefour. E na verdade é mesmo: custa apenas 199 dólares no Wal-Mart.


Dezembro 24, 2007

56%How Addicted to Apple Are You?

Achei que fosse dar mais hehehe, mas como é algo recente, aqui não tem loja da Apple pra ficar na fila e as coisas ainda são caras demais tá bom…


A influência da música brega no hábito de beber

Dezembro 16, 2007
Antes de começar o texto, depois de um grande hiato, estou de volta. A história é a mesma de sempre, portanto vou me poupar e a vocês também. Como estava devendo esse texto a Ulla, decidi que não podia ser outra coisa. Espero postar com mais regularidade, pois odeio visitar blogues que não são constantemente atualizados e imagino que isso deve acontecer com muitas pessoas que visitam o meu diariamente ou regurlamente pra ver se tem algo novo.

“Eu tive um amor
Amor tão bonito
Daqueles que matam
Com sabor de saudade
Meu ex-amor
Tem coisas que a gente não esquece
Mas você não merece
Tanta dor
Foi bonito demais
Mas eu estou sozinho
Fui rico de amor
E hoje estou tão só”

Meu ex-amor por Amado Batista

Um tema recorrente na música brega são as canções que falam de amores perdidos, traição, desilusões e demais agruras amorosas. O homem, como ser pensante, em geral pensa muita besteira. E a mais comum delas é sobre amor. Muitos podem se fazer de durões, e é nesses que quando a cachaça entra a verdade sai.


“Que bom seria ter
seu amor outra vez
Você me fez sonhar
Trouxe a fé que eu perdi
E nem eu mesma sei porque
Eu só quero amar você
Tudo que eu tenho meu bem é você
Sem seu carinho eu não sei viver
Tudo que eu tenho meu bem é você
Volte logo meu amor

Eu tento esquecer
Que você ja foi meu
Nunca mais eu vou achar um outro amor
E nem vou procurar
Não quero amar a mais ninguém
Como você não ha ninguém
Tudo que eu tenho meu bem é você
Sem seu carinho eu não sei viver
Tudo que eu tenho meu bem é você
Volte logo meu amor

Se você não voltar
Vou sozinha ficar
Solidão vai morar comigo
Vou viver infeliz
Pois o que sempre eu quis
Foi viver contente sempre ao lado seu
Tudo que eu tenho meu bem é você
Sem seu carinho eu não sei viver
Tudo que eu tenho meu bem é você
Volte logo meu amor”
Tudo que eu tenho por Diana

E porque a música dita brega é a companheira perfeita pra um porre daqueles? Ora, elas falam do sentimento puro e sem rodeios, sem vergonha de ser traído, trocado, esquecido. O alcance de suas letras agrada ao povão, pois fala de situações que ocorrem com muitos, mas a ‘elite intelectual’ torce o nariz e ignora.

Creio que esta situação está mudando, pois o que era brega nos anos 70 e 80 hypou. Quem me conhece sabe que desde sempre eu gostei, então se existe o hype em torno disso, só comprova que a música toca o coração, mesmo que fale de sentimentos primitivos como o amor.


“Sentada na porta,
Em sua cadeira-de-rodas ficava.
Seus olhos tão lindos,
Sem ter alegria,
Tão triste chorava.

Mas quando eu passava
A sua tristeza chegava ao fim.
Sua boca pequena,
No mesmo instante,
Sorria pra mim.

Aquela menina era a felicidade
Que eu tanto esperei,
Mas não tive coragem e não lhe falei
Do meu grande amor e agora,
Por onde ela anda, eu não sei.

Hoje eu vivo sofrendo e sem alegria.
Não tive coragem bastante pra me decidir.
Aquela menina em sua cadeira-de-rodas
Tudo eu daria pra ver novamente sorrir.”
Cadeira de Rodas por Fernando Mendes

E de onde eu tirei tanta música? O acervo brega no meu computador é bastante extenso, e convive perfeitamente com o rock e jazz, por exemplo. Bagagem musical todos nós temos, e a minha na infância foi abastecida nos parquinhos da Festa de Santana em Caicó, e no Bar do Joacy, torcedor fanático do Botafogo. Até hoje quando ouço músicas com som abafado de auto-falante mono lembro desses cenários.

Seja qual for o motivo: lembrar, chorar ou esquecer um grande amor, a música brega vai sempre falar aquilo que muitas vezes temos vergonha de assumir. Também serve para diversão, pois não são todas que tem essa temática ultra-romântica.


“Agora vá pra cadeia
Eu não quero mais te ver
É a polícia te levando
Eu aqui fico zombando
Do teu jeito de viver

Agora vá pra cadeia
Porque o mundo é moderno
Já que eu não te quero mais
Vá morar com Satanás
Lá nas grades do inferno

Eu te dei tanto carinho
Tu me deixaste sozinho
E até me abandonaste
Tudo isso perdoei
Novamente te aceitei
Outra vez não me amaste

Mas estou arrependido
De um dia ter sofrido
Por uma mulher tão feia
Você não merece amor
O carinho que eu te dou
É a chave da cadeia”
Vá pra cadeia por Carlos Alexandre

Só um adendo: essa música acima é de Carlos Alexandre, um dos expoentes do gênero nascido no Rio Grande do Norte. Falecido há pouco mais de 20 anos por um acidente de automóvel, seu túmulo é bastante visitado no cemitério (eu já visitei hehe).

ovo mexido cremoso

Agosto 17, 2007

Essa receita é um clássico, pelo menos para mim. Há anos faço esse prato simples e gostoso, seja pro café da manhã ou quando quero variar. Então vamos lá:

Ponha um ovo para fritar numa frigideira com margarina. Não estoure a gema, espere até a clara ficar branquinha. Reserve uma xícara de leite, estoure a gema e adicione o leite e sal a gosto, mexendo até que fique na consistência que você gosta e o soro do leite tenha fervido e evaporado.

Observações
1. Não fica com gosto de leite, apenas deixa o ovo extremamente cremoso.
2. Idéia maquiavélica que tive agora: colocar meia xícara de creme de leite e leite até completar a xícara. Vou fazer esse teste o mais breve possível. Deve ficar de outro mundo.
3. Com ovos convencionais a cor da gema no final fica clarinha. Se você preferir, faça com ovo caipira.


empadão preguiçoso e adaptado

Agosto 2, 2007

O que fazer com um peito de frango cozido? Ainda estou na busca da massa de empadão perfeita. Não me arrisquei ainda a fazer aquelas massas que só levam farinha e (muita) margarina. Encontrei essa receita: Empadão Preguiçoso

A minha adaptação foi a seguinte:

  • 3 xícaras de leite
  • ½ xícara de óleo
  • ½ xícara de manteiga
  • 2 e ½ xícaras de farinha de trigo
  • 3 ovos
  • Sal
  • 1 pacote pequeno de queijo parmesão ralado

Recheio:

  • 1 peito de frango cozido e desfiado
  • 1 xícara de caldo de galinha (ou o caldo do cozimento do frango)
  • 1 cebola pequena picada
  • ½ xícara de molho de tomate
  • 1 lata de ervilha
  • maizena derretida antes na água até ficar bem consistente

Para a massa basta colocar tudo menos a farinha no liquidificador. Mistura levemente a farinha e bate até se tornar uma massa homogênea. Fica parecido com massa de crepe.

Bati também o caldo de galinha (que já levava a cebola refogada) junto com o molho de tomate até ficar bem homogêneo. Levei ao fogo para engrossar colocando a maisena lentamente. Em seguida acrescentei o frango e a ervilha.

Leve para assar em forno pré-aquecido, temperatura média/baixa por aproximadamente 40 minutos ou até dourar.


H2OH! vs. Aquarius Fresh: quem ganha essa?

Julho 27, 2007