Dezembro 24, 2007

56%How Addicted to Apple Are You?

Achei que fosse dar mais hehehe, mas como é algo recente, aqui não tem loja da Apple pra ficar na fila e as coisas ainda são caras demais tá bom…


A influência da música brega no hábito de beber

Dezembro 16, 2007
Antes de começar o texto, depois de um grande hiato, estou de volta. A história é a mesma de sempre, portanto vou me poupar e a vocês também. Como estava devendo esse texto a Ulla, decidi que não podia ser outra coisa. Espero postar com mais regularidade, pois odeio visitar blogues que não são constantemente atualizados e imagino que isso deve acontecer com muitas pessoas que visitam o meu diariamente ou regurlamente pra ver se tem algo novo.

“Eu tive um amor
Amor tão bonito
Daqueles que matam
Com sabor de saudade
Meu ex-amor
Tem coisas que a gente não esquece
Mas você não merece
Tanta dor
Foi bonito demais
Mas eu estou sozinho
Fui rico de amor
E hoje estou tão só”

Meu ex-amor por Amado Batista

Um tema recorrente na música brega são as canções que falam de amores perdidos, traição, desilusões e demais agruras amorosas. O homem, como ser pensante, em geral pensa muita besteira. E a mais comum delas é sobre amor. Muitos podem se fazer de durões, e é nesses que quando a cachaça entra a verdade sai.


“Que bom seria ter
seu amor outra vez
Você me fez sonhar
Trouxe a fé que eu perdi
E nem eu mesma sei porque
Eu só quero amar você
Tudo que eu tenho meu bem é você
Sem seu carinho eu não sei viver
Tudo que eu tenho meu bem é você
Volte logo meu amor

Eu tento esquecer
Que você ja foi meu
Nunca mais eu vou achar um outro amor
E nem vou procurar
Não quero amar a mais ninguém
Como você não ha ninguém
Tudo que eu tenho meu bem é você
Sem seu carinho eu não sei viver
Tudo que eu tenho meu bem é você
Volte logo meu amor

Se você não voltar
Vou sozinha ficar
Solidão vai morar comigo
Vou viver infeliz
Pois o que sempre eu quis
Foi viver contente sempre ao lado seu
Tudo que eu tenho meu bem é você
Sem seu carinho eu não sei viver
Tudo que eu tenho meu bem é você
Volte logo meu amor”
Tudo que eu tenho por Diana

E porque a música dita brega é a companheira perfeita pra um porre daqueles? Ora, elas falam do sentimento puro e sem rodeios, sem vergonha de ser traído, trocado, esquecido. O alcance de suas letras agrada ao povão, pois fala de situações que ocorrem com muitos, mas a ‘elite intelectual’ torce o nariz e ignora.

Creio que esta situação está mudando, pois o que era brega nos anos 70 e 80 hypou. Quem me conhece sabe que desde sempre eu gostei, então se existe o hype em torno disso, só comprova que a música toca o coração, mesmo que fale de sentimentos primitivos como o amor.


“Sentada na porta,
Em sua cadeira-de-rodas ficava.
Seus olhos tão lindos,
Sem ter alegria,
Tão triste chorava.

Mas quando eu passava
A sua tristeza chegava ao fim.
Sua boca pequena,
No mesmo instante,
Sorria pra mim.

Aquela menina era a felicidade
Que eu tanto esperei,
Mas não tive coragem e não lhe falei
Do meu grande amor e agora,
Por onde ela anda, eu não sei.

Hoje eu vivo sofrendo e sem alegria.
Não tive coragem bastante pra me decidir.
Aquela menina em sua cadeira-de-rodas
Tudo eu daria pra ver novamente sorrir.”
Cadeira de Rodas por Fernando Mendes

E de onde eu tirei tanta música? O acervo brega no meu computador é bastante extenso, e convive perfeitamente com o rock e jazz, por exemplo. Bagagem musical todos nós temos, e a minha na infância foi abastecida nos parquinhos da Festa de Santana em Caicó, e no Bar do Joacy, torcedor fanático do Botafogo. Até hoje quando ouço músicas com som abafado de auto-falante mono lembro desses cenários.

Seja qual for o motivo: lembrar, chorar ou esquecer um grande amor, a música brega vai sempre falar aquilo que muitas vezes temos vergonha de assumir. Também serve para diversão, pois não são todas que tem essa temática ultra-romântica.


“Agora vá pra cadeia
Eu não quero mais te ver
É a polícia te levando
Eu aqui fico zombando
Do teu jeito de viver

Agora vá pra cadeia
Porque o mundo é moderno
Já que eu não te quero mais
Vá morar com Satanás
Lá nas grades do inferno

Eu te dei tanto carinho
Tu me deixaste sozinho
E até me abandonaste
Tudo isso perdoei
Novamente te aceitei
Outra vez não me amaste

Mas estou arrependido
De um dia ter sofrido
Por uma mulher tão feia
Você não merece amor
O carinho que eu te dou
É a chave da cadeia”
Vá pra cadeia por Carlos Alexandre

Só um adendo: essa música acima é de Carlos Alexandre, um dos expoentes do gênero nascido no Rio Grande do Norte. Falecido há pouco mais de 20 anos por um acidente de automóvel, seu túmulo é bastante visitado no cemitério (eu já visitei hehe).